Presidente da Colômbia mobiliza forças militares do país
- Presidente da Colômbia mobiliza forças militares do país
Crédito Rede Após uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou o envio de tropas para a fronteira com a Venezuela.Em Bogotá, preparativos estão em andamento para um possível fluxo maciço de refugiados venezuelanos após os ataques dos EUA em Caracas e outras áreas do país.A região aguarda com expectativa novas notícias sobre a suposta captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, conforme anunciado pelo presidente americano, Donald Trump.Petro tem reiteradamente apelado à paz e ao diálogo desde as primeiras explosões em Caracas. Colômbia e Venezuela compartilham mais de 2 mil km de fronteira terrestre e, ao longo da história, crises econômicas e de segurança em ambas as nações levaram milhões de pessoas a buscar refúgio em um dos lados.Este é um momento sem precedentes para a Venezuela, que terá consequências diretas em mais países, e a Colômbia está na linha de frente.Compartilhar, Presidente da Colômbia mobiliza forças militares do país
- Há 4 horasO que sabemos e o que não sabemos sobre o que está acontecendo na VenezuelaO que já sabemos:
- Donald Trump afirma que os EUA lançaram um “ataque em grande escala” contra a Venezuela;
- O presidente acrescentou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados e “expulsos do país”;
- A Força Delta do Exército dos EUA realizou a operação para capturar Maduro, disseram autoridades à CBS News, parceira da BBC nos EUA;
- A Venezuela declarou estado de emergência nacional e afirmou que rejeita e denuncia a “agressão militar”;
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, não prevê nenhuma outra medida contra a Venezuela, disse o senador republicano Mike Lee;
- Este é o maior destacamento militar dos EUA nas Américas desde a Guerra Fria e ocorre após semanas de escalada das tensões.
O que ainda não sabemos:- O paradeiro do presidente Maduro e de sua esposa é desconhecido;
- Também não sabemos se houve mortos ou feridos em decorrência dos ataques;
- A extensão dos danos e a escala dos ataques na Venezuela permanecem incertas;
- O presidente dos EUA deverá fornecer mais detalhes às 11h (horário local, 13h em Brasília).
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- Há 4 horasA linha do tempo da escalada da tensão entre Venezuela e EUA
Crédito,Rede global Governo americano pressiona para que Nicolás Maduro deixe o poder na VenezuelaO ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, anunciados pelo presidente americano, Donald Trump, neste sábado (3/1), marca o auge da escalada nas tensões militares com a Venezuela.A chegada de Trump ao poder no começo de 2025 nos Estados Unidos marcou o início de um crescente nas hostilidades americanas contra Caracas.O primeiro ato do presidente sobre a Venezuela, em fevereiro, foi designar organizações criminosas do país como grupos terroristas. Isso abriu caminho para deportações nos EUA de dezenas de venezuelanos — que foram acusados pelo governo americano de integrarem esses grupos. As deportações acabaram suspensas por uma decisão da Justiça americana.Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente Nicolás Maduro; e começaram a enviar navios, jatos e um submarino nuclear ao mar do Caribe.Em setembro, forças americanas começaram a atacar barcos no Caribe e no Pacífico. O governo americano diz que as embarcações estavam transportando drogas da América do Sul para os EUA.Mais recentemente, há relatos de conversas telefônicas entre Trump e Maduro — com um ultimato do governo americano para que o venezuelano deixe o país. Os EUA também autorizaram operações especiais da agência de inteligência CIA na Venezuela e ameaçaram realizar uma ação terrestre no país.No final de novembro, o governo americano fechou o espaço aéreo venezuelano. Cidadãos americanos receberam a recomendação de não visitar a Venezuela ou deixar o país, caso estejam lá.Em dezembro, Trump anunciou que ordenou um bloqueio “total e completo” de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.Neste sábado, Donald Trump afirmou que o país realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea.Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa para as 11h (horário local; 13h em Brasília), em Mar-a-Lago, propriedade do presidente no estado da Flórida.Confira a cronologia completa do aumento das tensões entre EUA e Venezuela: A linha do tempo da escalada da tensão entre Venezuela e EUA: dos bombardeios no Caribe ao ataque de Trump ao país e captura de MaduroCompartilhar, A linha do tempo da escalada da tensão entre Venezuela e EUA
- Há 4 horasMaduro indiciado em Nova York por ‘narcoterrorismo’, diz procuradora-geral dos EUA
A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro e sua esposa foram indiciados no Distrito Sul de Nova York.Maduro, segundo ela, foi acusado de “conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos”.”Eles em breve enfrentarão toda a fúria da Justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, acrescentou Bondi, mas não menciona de que sua esposa foi acusada.”Um enorme agradecimento aos nossos bravos militares que conduziram a incrível e bem-sucedida missão para capturar esses dois supostos narcotraficantes internacionais”, concluiu Bondi.Compartilhar, Maduro indiciado em Nova York por ‘narcoterrorismo’, diz procuradora-geral dos EUA
- Há 5 horasA família que presenciou a penúltima vez em que EUA invadiram América Latina: ‘Vi tanque passar por cima de carro’
Ernesto Mendoza e Isidora Gómez com a filha, Jovana. Eles lembram da invasão americana Quando Isidora Gómez e Ernesto Mendoza se instalaram, nos anos 1970, no bairro El Chorrillo, no oeste da capital do Panamá, chegaram atraídos pela tranquilidade e pela segurança.O edifício para onde se mudaram — e onde ainda vivem — chama-se 24 de Diciembre, mas os moradores locais o conhecem como “o 15 andares”. Ali, no apartamento 6-10, criaram seus três filhos.Eles já moravam ali na madrugada de 20 de dezembro de 1989, quando os Estados Unidos invadiram o Panamá com o objetivo de derrubar o governo liderado por Manuel Antonio Noriega, a quem acusavam de narcotráfico.Essa havia sido a última vez em que o governo americano havia removido o líder de um país da América Latina até o início de 2026, quando, na madrugada de 3 de janeiro, militares americanos atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira dama.Os temores de que a região poderia viver algo parecido com o que aconteceu no Panamá mais de três década atrás vinha crescendo nos últimos meses diante de ataques dos Estados Unidos a embarcações que o governo de Donald Trump acusava de transportar drogas e, mais recentemente, da interceptação de petroleiros venezuelanos.Leia a reportagem completa: A família que presenciou a penúltima vez em que os EUA invadiram um país da América Latina: ‘Vi tanque passar por cima de carro onde havia uma pessoa’Compartilhar, A família que presenciou a penúltima vez em que EUA invadiram América Latina: ‘Vi tanque passar por cima de carro’
- Há 5 horas‘Se Maduro realmente caiu, não está claro o que acontecerá a seguir’
Os Estados Unidos não intervinham tão diretamente na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para derrubar o então líder militar Manuel Noriega.Se Maduro foi deposto à força na Venezuela, como afirma Trump, isso será considerado uma grande vitória por algumas das figuras mais linha-dura do governo americano, algumas das quais apoiaram abertamente a mudança de regime.Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar uma organização criminosa de narcotráfico, o que ele nega.Também não o reconhecem como presidente legítimo da Venezuela, após as eleições de 2024 terem sido amplamente rejeitadas por não serem livres nem justas.Por sua vez, a Venezuela acusa os Estados Unidos de tentarem roubar suas valiosas reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo.O que realmente não está claro é o que acontecerá agora na Venezuela se Maduro de fato deixar o poder.Os defensores da intervenção dos EUA argumentam que ela abriria caminho para a ascensão da oposição venezuelana ao poder, liderada pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, ou pelo candidato da oposição em 2024, Edmundo González.No entanto, outros acreditam que não seria tão simples.As forças militares e paramilitares da Venezuela permaneceram leais a Maduro, e até mesmo alguns de seus críticos temiam que uma intervenção direta dos EUA pudesse desestabilizar ainda mais o país.Sem dúvida, outros aliados próximos de Maduro temem por seus próprios futuros após a notícia de sua captura.Leia mais: María Corina Machado, a trajetória até o Nobel da líder venezuelana linha-dura que desafiou Maduro e criticou Lula
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