‘Este é um evento sem precedentes na história moderna’
- ‘Este é um evento sem precedentes na história moderna’
O líder panamenho Manuel Noriega também foi capturado pelas forças especiais dos EUA em 1989 Se, como noticiado, os Estados Unidos enviaram a Força Delta para o coração da capital venezuelana e capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, a ação é algo inédito.A comparação mais próxima seria a captura do líder panamenho Manuel Noriega, também por forças especiais, em 1989.No momento de sua captura, ambos haviam reivindicado vitória em eleições contestadas. Os dois também foram acusados pelos Estados Unidos de envolvimento com o narcotráfico, levando a um significativo destacamento militar americano.Mas a captura de Noriega ocorreu após uma breve, porém decisiva, guerra entre os dois países, na qual as forças panamenhas foram rapidamente derrotadas. Ele havia se refugiado na embaixada do Vaticano, onde permaneceu por 11 dias.Finalmente, Noriega foi persuadido a se render após o uso de guerra psicológica, especificamente a reprodução constante de música rock em alto volume, incluindo The Clash, Van Halen e U2.Ele foi levado de volta aos Estados Unidos, onde foi condenado por acusações relacionadas ao narcotráfico.Os detalhes da operação para capturar Nicolás Maduro ainda são desconhecidos, mas tudo indica que foi uma operação ainda mais ambiciosa em seu escopo, já que o presidente e sua esposa foram retirados sem o uso de forças terrestres convencionais.Seu destino é incerto, mas presume-se que acabarão em uma prisão dos EUA.Compartilhar, ‘Este é um evento sem precedentes na história moderna’
- Há 5 horasMinistro do Interior da Venezuela sai às ruas vestindo colete à prova de balas e pede calma
O poderoso Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, apareceu nas ruas de Caracas cercado por policiais e usando capacete e colete à prova de balas.Em declarações transmitidas pela televisão estatal, Cabello afirmou que estavam avaliando os danos causados pelo “ataque criminoso, um ataque terrorista contra o nosso povo”.Ele assegurou que forças policiais foram mobilizadas para garantir a paz.”Confiem na liderança, confiem na liderança do alto comando político e militar para a situação que estamos atravessando”, disse o ministro.”Mantenham a calma, não deixem ninguém se desesperar. Não deixem ninguém facilitar as coisas para o inimigo invasor. (…) Nós sabemos como sobreviver a todas essas circunstâncias e além, além de qualquer um de nós, existe um povo organizado”, declarou diante das câmeras.Compartilhar, Ministro do Interior da Venezuela sai às ruas vestindo colete à prova de balas e pede calma
- Há 5 horasA grande questão é quem estará no comando da Venezuela agoraPor Daniel García MarcoEditor da BBC News MundoSe for confirmado que Maduro foi preso e deposto do país, a questão agora é quem governará a Venezuela.Aparentemente, não haverá mais ataques, e Trump ficaria satisfeito com a remoção de Maduro.Mas, então, o chavismo permanecerá no poder sem Maduro?Se isso acontecer, há três figuras a serem observadas: a vice-presidente Delcy Rodríguez; o ministro do Interior Diosdado Cabello; e o ministro da Defesa Vladimir Padrino. Os três apareceram na televisão horas após o ataque e podem assumir o poder.A outra incógnita é o que a oposição, liderada por María Corina Machado, fará. Tendo demonstrado que venceu as eleições de julho de 2024, ela exige uma verdadeira mudança de governo e pode não se contentar com a simples saída de Maduro do palácio presidencial.Compartilhar, A grande questão é quem estará no comando da Venezuela agora
- Há 5 horasAtaque dos EUA à Venezuela: Milei comemora e Espanha pede ‘respeito ao direito internacional’; veja primeiras reaçõesO ataque dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3/1) e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama por militares americanos provocaram uma onda de reações na comunidade internacional.Os governos da Colômbia, país que faz fronteira com a Venezuela, e de Cuba, aliado político de Caracas na região, foram os primeiros a se manifestar, logo após relatos de explosões na capital venezuelana e em outras cidades do território.”O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região”, declarou pelas redes sociais o presidente colombiano, Gustavo Petro.”O país adota uma posição focada na preservação da paz regional e apela urgentemente à desescalada, instando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos”, prossegue o post.O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, exigiu uma resposta “urgente” da comunidade internacional contra o que considerou um “ataque criminoso” dos EUA contra a Venezuela.”Nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, escreveu Díaz-Canel.Após a confirmação do ataque, o presidente da Argentina, Javier Milei, se manifestou com uma mensagem curta nas redes sociais: “A liberdade avança. Viva a liberdade, cara**o”.Aliado de Trump e crítico de Maduro, Milei fez diversas visitas oficiais aos EUA desde que tomou posse, em 2023, e seu governo recentemente recebeu socorro financeiro americano para fortalecer as reservas argentinas de dólares.
Imagem do incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026A Espanha também esteve entre os primeiros países a reagirem. Em comunicado divulgado por meio do Ministério de Relações Exteriores, fez um “um chamado à desescalada e à moderação, e à atuação sempre com respeito ao direito internacional e aos princípios da Carta da ONU”.O país se ofereceu como possível mediador para buscar “uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, reiterando que não reconheceu os resultados da última eleição presidencial na Venezuela, realizada em julho de 2024, e que “sempre apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática” para o país.O governo do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente.Leia a reportagem completa: Ataque dos EUA à Venezuela: Milei comemora e Espanha pede ‘respeito ao direito internacional’; veja primeiras reaçõesCompartilhar, Ataque dos EUA à Venezuela: Milei comemora e Espanha pede ‘respeito ao direito internacional’; veja primeiras reações
- Há 5 horasNão são esperadas novas ações na Venezuela, teria dito Marco Rubio
O senador dos EUA Mike Lee, de Utah, afirmou na manhã de sábado que o secretário de Estado Marco Rubio lhe disse que “não prevê nenhuma outra ação na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos EUA”.Em uma publicação no X, Lee declarou ter conversado com Rubio por telefone. Segundo ele, o secretário de Estado lhe disse que Maduro foi detido “para ser julgado por crimes nos Estados Unidos” e que “a ação enérgica que vimos esta noite foi tomada para proteger e defender aqueles que executaram o mandado de prisão”.Rubio faz parte da ala ideológica do governo Trump e é conhecido por sua política linha-dura contra países como Cuba, Venezuela e China.Ele também foi designado pelo governo americano para liderar as negociações com o Brasil sobre a tarifa de 50% imposta pelo governo Trump contra uma série de produtos brasileiros e outras sanções a autoridades do país.Leia mais: O fator Marco Rubio: quem é o secretário ‘linha-dura’ que Trump escolheu para negociar tarifa com BrasilCompartilhar, Não são esperadas novas ações na Venezuela, teria dito Marco Rubio
- Há 6 horasTodas as forças armadas serão mobilizadas, diz ministro da Defesa da Venezuela
López (à direita) é ministro da Defesa no governo de Maduro desde 2014 O ministro da Defesa da Venezuela anunciou o envio imediato de tropas militares para todo o país.Em um pronunciamento em vídeo, Vladimir Padrino López pediu união diante da “pior agressão” já sofrida pela Venezuela, acrescentando que o país estava seguindo as “ordens de Maduro” para mobilizar todas as forças armadas. “Eles nos atacaram, mas não nos subjugarão”, declarou o ministro da Defesa.Leia mais: Qual é a capacidade militar da Venezuela e como ela pode responder a um possível ataque dos EUA?Compartilhar, Todas as forças armadas serão mobilizadas, diz ministro da Defesa da Venezuela
- Há 6 horasVenezuela investiga possíveis mortes e feridos após os ataques, segundo ministro da Defesa.Por Ione Wells Correspondente da BBC News para a América do SulMuitas perguntas permanecem sem resposta sobre os ataques desta manhã. Quais foram os danos à infraestrutura militar afetada? E quantas vítimas foram registradas?O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que o governo está reunindo informações sobre mortos e feridos e alegou que os ataques atingiram áreas civis. Ele acrescentou que a Venezuela “resistirá” à presença de tropas estrangeiras.Compartilhar, Venezuela investiga possíveis mortes e feridos após os ataques, segundo ministro da Defesa.
- Há 6 horasExplosão ‘mais forte que um raio’A jornalista Vanessa Silva, que vive em Caracas, viu uma explosão da janela de sua casa. Disse que foi enorme, “mais forte que um raio”, e que fez tremer o prédio onde mora.”O coração disparou e minhas pernas tremiam”, contou Silva sobre a proximidade das explosões, que pareceram ser muito precisas.

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